CASOS REGISTRADOS
REGISTROS NA PARAIBA
04/02/2023 – Capturado em Conde. Praia de Jacumã Em reunião realizada pelo Projeto Conservação Recifal um pescador relatou ter capturado um individuo e com posterior descarte no mar.
04/02/2023 – Capturado em João Pessoa. No Naufrágio Alvarenga, localizado na Área de Proteção Ambiental do Naufrágio Queimado. Indivíduo foi avistado por Gabriel e capturado pelo mergulhador Ivan (Clube do Mergulho). O exemplar foi destinado a coleção científica da UFPB, através da Profª. Denise (PRODEMA) que estava no mergulho.
13/05/2023 – Capturado em João Pessoa. Capturado próximo ao recife do Seixas. O Bruno e Geraldo (pescadores do Seixas) capturaram com rede o peixe-leão. O peixe foi entregue ao Sr. Emmanuel, do Aquário Paraíba, para exposição com fins educativos.
04/06/2023 – Capturado em Pitimbú. Praia de Acaú Indivíduo foi capturado por um pescador e o exemplar foi destinado a Gislaine – PCR.
05/06/2023 – Capturado em João Pessoa. A 3 km dos recifes costeiros de Jacarape. Capturado por pescador local e entrege equipe da InPact
05/06/2023 – Capturado em João Pessoa. No recife costeiro da praia da Penha. Capturado pelo pescador Tiago Martins. Animal recolhido pela Sudema e encaminhado ao laboratorio de ictiologia de UEPB Campus V.
05/09/2023 – Capturado em Baia da Traição. Captura realizada por pescador da Baia da Traição. A entrega foi realizada pelo presidente da associação. Sem maiores detalhes da localização o dados do pescador. Animal recolhido pela Sudema e encaminhado ao laboratorio de ictiologia de UEPB Campus V.
03/11/2023 – Capturado em Pitimbú. Próximo ao Naufrágio Vapor Bahia. Indivíduo capturado pelo Prof. Mucio (RN) no mergulho com Gustavo (Filho dos Mares – Escola de Mergulho) e entregue a Gislane do Projeto de Conservação Recifal -PCR
29/01/2024 – Capturado em Cabedelo. Manhã, 20 milhas leste de Cabedelo, profundidade 70 metros Dados divulgados no canal de Gustavo Adelino.
27/03/2024 – Capturado em Pitimbú. Praia de Acaú Há o relato da destinação do animal para a UFPB, no entando sem menção do setor.
14/10/2024 – Capturado em João Pessoa. Praia de Jacarapé. Animal capturado atraves do monitoramento estadual. Capturado pelo Clube do Mergulho.
10/11/2024 – Capturado em João Pessoa. Os individuos foram capturados na Estação Pesqueira (Washington) a 22.6 m de profundidade, na data de 10/11/2024. Animal capturado através do monitoramento estadual. Capturado pelo Clube do Mergulho
28/04/2025 – Capturado em João Pessoa. O animal foi capturado na praia de na estação pesqueira de Washington. Capturado pelo Clube do Mergulho
28/04/2025 – Capturado em João Pessoa. A captura foi decorrente da contratação do Clube do Mergulho. Capturado pelo Clube do Mergulho
02/05/2025 – Capturado em João Pessoa. Praia do Seixas a 03 metros de profundidade. A captura foi decorrente da contratação do Clube do Mergulho
03/05/2025 – Capturado em João Pessoa. Naufragio de Alice, devido a falha no compartimento, o animal abatido ficou a deriva. Animal abatido, mas sem destinação
04/05/2025 – Capturado em João Pessoa. Animais avistados pelo pescador Thiago.
12/11/2024 – Capturado em João Pessoa. O individuo foi capturado na localidade chamada de Caial a 27.8 m de profundidade, a 13km da costa. Animal capturado através do monitoramento estadual. Capturado pelo Clube do Mergulho.
10/04/2025 – Capturado em João Pessoa. Os animais foram capturados no Naufragio de Queimado; Capturado pelo mergulhador Victor da empresa Papuan.
19/04/2025 – Capturado em João Pessoa. O animal foi capturado em pesqueiro a 34 km de distancia da costa. Animal capturado através do monitoramento estadual. Capturado pelo Clube do Mergulho.
20/04/2025 – Capturado em João Pessoa. Dois animais foram avistados pelo mergulhador Victor da empresa Papuan nos naufrágios.
21/04/2025 – Capturado em Pitimbú. Dois animais avistados próximo ao Naufrágio Vapor Bahia, que fica localizado a 12 milhas da costa do município de Pitimbu. Sem dados do responsavel pelo avistamento.
21/04/2025 – Capturado em Cabedelo. Animal capturado por pescador local na praia do poço, 1km da costa. Capturado por pescador local.
28/04/2025 – Capturado em João Pessoa. O animal foi capturado na praia de Jacarapé. Capturado pelo Clube do Mergulho
07/05/2025 – Capturado em João Pessoa. O animal foi capturado em Pedra de Fora, Jacarapé. Animal capturado através do monitoramento estadual. Capturado pelo Clube do Mergulho
O Bruno e Geraldo (pescadores do Seixas) capturaram com rede o peixe-leão. O peixe foi entregue ao Sr. Emmanuel, do Aquario Paraiba, para exposição com fins educativos.
08/05/2025 – Capturado em João Pessoa. Ponto descrito como BIRAC, distancia da costa de 23 km. Capturado pelo Clube do Mergulho
10/05/2025 – Capturado em Baia da traição. Animal capturado por pescador conhecido como Biu. Sem destinação. Houve tentativa de contato pelo meio de divulgação da captura, mas não foi possivel contato para coleta do exemplar.
Ainda em abril de 2025 – Praia de Jacarapé (João Pessoa/PB)
Foram capturados três indivíduos de peixe-leão nos arrecifes da região pelo pescador Thiago, nas proximidades da Estação Pesqueiro de Washington – um sistema em formato de mandala utilizado para captura de lagostas, instalado a duas milhas náuticas da costa.
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Registros totais 40 Capturados 30 Avistamentos 10 Destinação UFPB 19 Destinação UEPB 2
FERNANDO DE NORONHA
O peixe-leão, espécie invasora e altamente predadora, já está bem estabelecido em Fernando de Noronha, com mais de 1.200 indivíduos removidos desde 2020 — incluindo 200 só em 2025, segundo o ICMBio. O crescimento da população preocupa: em março, foram capturados 61 exemplares em um único mergulho, reforçando a urgência das ações de controle para evitar que a situação fuja do controle.
Informações sobre o peixe-leão:
Nome Científico: Pterois Miles
Normalmente o peixe-leão habita recifes de coral e afloramentos rochosos, tendo sido já observado próximo ao fundo (areia), nos manguezais, e, em florestas de algas marinhas e até mesmo em canais. Fica mais exposto durante o amanhecer e o entardecer.
Como o peixe-leão não é nativo das águas do Atlântico, eles têm poucos predadores. São carnívoros, predadores eficientes de peixes, crustáceos e moluscos, muitos de interesse comercial para a pesca (como o pargo e a garoupa, incluindo filhotes de importantes espécies de peixes comerciais) ou que desempenham serviços ecológicos importantes nos recifes, como os peixes herbívoros.
Um outro agravante, é que o peixe-leão apresenta um conjunto de características que o permite tolerar as condições extremas de baixa salinidade, turbidez, variação no pH e diferentes itens alimentares presentes nos locais que abrangem a pluma dos rios.
O peixe-leão é um exemplo de invasão por apresentar tais características que facilitam sua dispersão: podem ocorrer em uma ampla faixa de profundidade, indo da superfície até 300 metros, toleram águas turvas, de pH e temperatura variada, apresentam boa capacidade natatória, longo período larval e por serem predadores generalistas, podendo se alimentar de uma grande diversidade de organismos presentes no ambiente.
O grupo do peixe-leão e o veneno: faz parte da mesma família do peixe-pedra e do peixe-escorpião, ambos os “parentes” são espécies mais venenosas, sendo que a primeira é a única espécie de peixe conhecida por matar um humano por envenenamento.
No caso do peixe-leão, este possui espinhos especializados, semelhantes a uma agulha de injeção, que inoculam um veneno doloroso. A substância é classificada entre os dermato necróticos, que são capazes de causar a necrose, embora isso não ocorra em todos os casos. Os sintomas sempre presentes são: vermelhidão, inchaço e uma dor lancinante.
| Ordem: | Scorpaeniformes |
| Classe: | Actinopterygii |
| Família: | Scorpaenidae |
- Estado de Preservação: pouco preocupante.
Invasão no atlântico e como combater:
Peixe-leão é o nome vulgar designado para espécies de peixes. É um peixe nativo do Indo-Pacífico, mas desde o início do século XX tem sido avistado e se estabelecendo ao longo da costa sudeste dos EUA, do Caribe, em partes do Golfo do México e recentemente, nas águas do Atlântico Sul.
Por ter se mostrado altamente impactante para a fauna e ecossistemas recifais do Atlântico, é classificado como espécie-invasora, sendo necessário o monitoramento de sua expansão territorial ao longo dos anos.
Embora a causa exata da ocorrência da espécie seja desconhecida, é provável que os humanos tenham ajudado, provavelmente pelo despejo dos peixes-leão de aquários domésticos no Oceano Atlântico. O primeiro indivíduo avistado no Atlântico se deu na Flórida em 1985, e foi se estabelecendo na costa leste dos Estados Unidos, chegando nas Bahamas em 2004 e em todo litoral do Caribe e Golfo do México até o ano de 2010.
Em 2014 e 2015, quatro indivíduos foram observados em águas brasileiras: dois indivíduos em Arraial do Cabo (RJ), litoral sudeste um próximo à pluma do Rio Amazonas, no estado do Amapá (2020).
Em Fernando de Noronha – arquipélago oceânico brasileiro – o Projeto de Manejo do peixe-leão (Pterois sp.) tem apresentado resultados positivos desde sua implementação em 2021: é o que aponta o relatório parcial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em Noronha sobre as estratégias adotadas até o momento. Desde o primeiro avistamento da espécie nas águas do arquipélago, foram capturados 92 peixes até dezembro de 2022 e oito em janeiro de 2023, em 27 pontos de mergulho (https://www.parnanoronha.com.br/).
Quanto aos outros estados, a reportagem do Jornal da UNESP de 11/04/2023 (https://jornal.unesp.br/2023/04/11/avanco-do-peixe-leao-no-litoral-brasileiro-preocupa-pesquisadores/) – indica mais de 300 indivíduos de 2020 até os dias atuais.
O biólogo, mergulhador e professor da UPE Múcio Benja , e que realiza pesquisa sobre a espécie, criou há uns dias atrás o protótipo da armadilha para captura, inspirado em coletores que já existem em outros países.
Infelizmente, muitos pesquisadores renomados concluíram que as populações invasoras de peixe-leão continuarão a crescer e não podem ser eliminadas usando métodos convencionais. São necessários esforços integrados, uma vez que após estabelecidos são quase impossíveis de erradicar posteriormente.
Medidas mitigatórias para desacelerar a invasão:
Existem algumas técnicas descritas e estratégias utilizadas salvaguardando o mergulhador/pescador. Mas pelo fato do peixe-leão ter certa fidelidade ao local, a marcação do local e tempo de busca são determinantes para minimizar o tempo de procura dos indivíduos. Pelo baixo número de indivíduos identificados no Estado até o momento, os métodos mais indicados são monitoramento focado no peixe-leão e coleta física (redes e arpão).
Alguns especialistas estão estudando cuidadosamente esses invasores para entender melhor seu papel e a ameaça potencial aos ecossistemas do Oceano Atlântico. Nesse sentido, é necessário que os animais que forem caçados, sejam enviados para as instituições credenciadas para pesquisa em relação ao estado de maturação, DNA, conteúdo estomacal, etc.
Caso encontre um peixe-leão:
Caso encontre um exemplar de peixe-leão em nossas praias, comunique imediatamente a Sudema através do (83) 92000-7927 ou por meio de nosso formulário eletrônico Clique aqui
Campanha contra:



Medidas preventivas na Paraíba:
Em 2022, como forma preventiva, esse tema foi tratado na II Semana Oceânica PB (@semanaoceanicapb), numa mesa redonda com a Profa Ana Lucia (UEPB) e o Prof. Alexandre Marceniuk (UFPB). Já se cogitava a chegada do peixe-leão. Neste dia, estiveram presentes: secretaria municipal de turismo de João Pessoa (Sec. Ferdinando Lucena), secretaria de meio ambiente, aquicultura e pesca (SEMAPA) de Cabedelo, Capitania dos Portos da Paraíba, Coordenadoria de Estudos Ambientais da Sudema, instituições de ensino e pesquisa (IFPB, UEPB e UFPB) públicas e privada (UNIPÊ), organizações não governamentais, entre outros.
No ano de 2023, foram realizadas 03 capacitações, ministradas por Gislaine Lima, coordenadora de projetos da ONG Projeto Conservação Recifal (PCR), através da parceria do Instituto Parahyba de Sustentabilidade (IPAS), nas colônias de pesca e para os segmentos envolvidos, contando com a presença de instituições governamentais das diferentes esferas, contemplando municípios do litoral sul, centro e norte do Estado.




Ainda neste ano, de 7 a 11 de junho, esse tema será abordado na III SOPB, nos municípios de João Pessoa, Conde, Lucena e Cabedelo.
Ainda não foi determinado como o peixe-leão afetará as populações de peixes nativos e as indústrias de pesca comercial e o turismo. O que se sabe é que as espécies não nativas podem afetar drasticamente os ecossistemas nativos e as economias pesqueiras locais.
Nesse sentido, esforços em conjunto já foram iniciados, como a capacitação em comunidades de pescadores e instituições ambientais que atuam na área costeira, além de mergulhadores. Mas torna-se necessário que o Estado estabeleça uma força tarefa em prol dessa ação emergencial. Isto porque os animais estão se aproximando da costa e estão tomando espaços das espécies locais, sendo algumas destas listadas como ameaçadas de extinção.
